Tanguá é um dos municípios de menor porte da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, mas reúne características estratégicas que ampliam seu potencial de desenvolvimento. O município, inicialmente habitado pelos povos indígenas Tamoios, integrou a Capitania de São Vicente e depois a do Rio de Janeiro, sendo dividida em sesmarias cedidas aos jesuítas. A vila de Santo Antônio do Caceribu, depois Santo Antônio de Sá, surgiu em 1612, e grandes propriedades, como o Solar dos Duques, marcaram o desenvolvimento da região. Em 1878, a Estação Ferroviária de Tanguá impulsionou o transporte de produtos agrícolas, especialmente açúcar e álcool da Usina Tanguá, construída entre 1920 e 1923. A cidade se consolidou como distrito de Itaboraí, com a economia centrada na agricultura e no processamento da cana-de-açúcar.
Com densidade demográfica de 223,9 habitantes por km², o município mantém perfil urbano em expansão, ao mesmo tempo em que preserva importantes áreas rurais produtivas, com destaque para a agricultura familiar, hortifruticultura e pecuária de pequeno porte. O município é hoje o principal produtor de laranjas do estado do Rio de Janeiro.