Magé

Magé é um município da Região Metropolitana do Rio de Janeiro  que se  destaca pela localização privilegiada, próxima a importantes corredores logísticos e pela forte relação com a Baía de Guanabara. Magé originou-se em 1565 com a ocupação da sesmaria de Simão da Mota e desenvolveu-se no período colonial impulsionada pela agricultura e pelo trabalho escravizado, alcançando projeção histórica ao sediar, em 1854, a primeira estrada de ferro da América do Sul, a Estrada de Ferro Mauá, feito marcou Magé como um polo estratégico de desenvolvimento e inovação em infraestrutura no século XIX.

Magé apresenta forte vocação para logística, agroindústria, turismo cultural e ambiental, com áreas naturais preservadas, rios, cachoeiras e patrimônio histórico que reforçam sua atratividade. Sua posição geográfica, próxima ao Arco Metropolitano e conectada à BR-116, amplia o potencial de integração com polos produtivos da capital, da Baixada Fluminense e da Região Serrana.

População

0 pessoas

População no último censo
[2022]

0 pessoas

População estimada
[2024]

0 hab/km²

Densidade demográfica
[2022]

Trabalho e Rendimento

0 salários mínimos

Salário médio mensal dos trabalhadores formais
[2022]

36.358 pessoas = 15,94%

Pessoal ocupado
[2022]

0 %

Percentual da população com rendimento nominal mensal per capita de até 1/2 salário mínimo
[2010]

Economia

R$ 0

PIB per capita
[2021]

0

Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM)
[2010]

Meio Ambiente

0 km²

Área urbanizada
[2019]

0 %

Esgotamento sanitário adequado
[2010]

0 %

Arborização de vias públicas
[2010]

0 %

Urbanização de vias públicas
[2010]

Mata Atlântica

Bioma predominante
[2024]

Pertence

Sistema Costeiro-Marinho
[2019]

Território

0 km²

Área da unidade territorial
[2024]

Metropolitana do
Rio de Janeiro

Mesorregião
[2022]

Produção Agropecuária

R$ 56 MI (faturamento bruto 2024) – Geração de Empregos e Renda
1.000 produtores rurais – 700 dedicados à agricultura

Diversificação Produtiva

Aipim e Farinha:

  • Cultura principal com 188 produtores.
  • Farinha de Suruí é reconhecida pelo sabor característico, exportada para vários estados.

Palmito Pupunha:

  • Introduzido em 2015, hoje com 46 produtores e 50 ha
  • Única agroindústria com SIM processa palmito in natura

Goiaba:

  • Marca de Magé pela procura de feirantes e camelôs
  • Cultura exigente em tecnologia com demanda por manejo sustentável

Atividades Agrícolas

Faturamento (R$): 41.359.275,00 | N°de produtores: 903              

 

  •  Abobrinha: N° de produtores: 17; Volume produção (t): 83,25; Área (ha): 9,25; Faturamento (R$)[1]: 269.325,00.
  • Aipim: N° de produtores: 188; Volume produção (t): 4.848,00; Área (ha): 303,00; Faturamento (R$)[1]: 13.168.000,00.
  • Banana: N° de produtores: 23; Volume produção (t): 596,00; Área (ha): 74,50; Faturamento (R$)[1]: 1.639.000,00.
  • Batata doce: N° de produtores: 74; Volume produção (t): 749,50; Área (ha): 55,50; Faturamento (R$)[1]: 2.764.200,00.
  • Berinjela: N° de produtores: 22; Volume produção (t): 166,50; Área (ha): 9,25; Faturamento (R$)[1]: 620.550,00.
  • Cará: N° de produtores: 12; Volume produção (t): 152,00; Área (ha): 9,50; Faturamento (R$)[1]: 820.000,00.
  • Coco Verde: N° de produtores: 11; Volume produção (t): 73,50; Área (ha): 8,25; Faturamento (R$)[1]: 183.750,00.
  • Cupuaçu
  • Feijão mauá: •N° de produtores: 78; Volume produção (t): 245,50; Área (ha): 52,50; Faturamento (R$)[1]: 1.300.000,00.
  • Figo
  • Fruta-de-conde
  • Goiaba: N° de produtores: 23; Volume produção (t): 618,00; Área (ha): 24,75; Faturamento (R$)[1]: 2.082.000,00.
  • Graviola
  • Inhame: N° de produtores: 39; Volume produção (t): 639,00; Área (ha): 35,50; Faturamento (R$)[1]: 3.429.000,00.
  • Jiló: N° de produtores: 26; Volume produção (t): 189,60; Área (ha): 11,85; Faturamento (R$)[1]: 968.400,00.
  • Maxixe: N° de produtores: 29; Volume produção (t): 33,00; Área (ha): 8,25; Faturamento (R$)[1]: 195.000,00.
  • Milho Verde: N° de produtores: 209; Volume produção (t): 2.560,50; Área (ha): 292,00; Faturamento (R$)[1]: 7.103.250,00.
  • Nêspera
  • Palmito: N° de produtores: 46; Volume produção (t): 212,10; Área (ha): 50,50; Faturamento (R$)[1]: 2.545.200,00.
  • Pimentão: N° de produtores: 15; Volume produção (t): 132,00; Área (ha): 8,25; Faturamento (R$)[1]: 720.000,00.
  • Quiabo: N° de produtores: 87; Volume produção (t): 480,00; Área (ha): 44,50;  Faturamento (R$)[1]: 3.506.000,00.
  • Vagem: N° de produtores: 4; Volume produção (t): 4,20; Área (ha): 0,70; Faturamento (R$)[1]: 45.600,00.

Fruticultura

Goiaba: 

  • 23 produtores 
  • 618 t / 24,75 ha
  • R$ 2.082.000

Banana:

  • 23 produtores
  • 596 t / 74,5 ha
  • R$ 1.639.000

Coco Verde: 

  • 11 produtores
  • 73,5 t / 8,25 ha
  • R$ 183.750

 

Faturamento total: R$ 3,8 milhões em 2024

Calendário de Culturas e Colheitas

Janeiro / Fevereiro

Março / Abril Maio / Junho Julho Agosto / Setembro  Outubro / Novembro

Dezembro

Colheita Contínua Batata Doce, 

Aipim, Quiabo, Maxixe, Milho Verde, Palmito Pupunha, Coco Verde, Goiaba, Banana

Batata Doce, 

Aipim, Quiabo, Maxixe, Milho Verde, Palmito Pupunha, Coco Verde, Goiaba, Banana

Batata Doce, Aipim, Quiabo, Maxixe, Milho Verde, Palmito Pupunha, Coco Verde, Goiaba, Banana Batata Doce, Aipim, Quiabo, Maxixe, Milho Verde, Palmito Pupunha, Coco Verde, Goiaba, Banana Batata Doce, Aipim, Quiabo, Maxixe, Milho Verde, Palmito Pupunha, Coco Verde, Goiaba, Banana Batata Doce, Aipim, Quiabo, Maxixe, Milho Verde, Palmito Pupunha, Coco Verde, Goiaba, Banana Batata Doce, Aipim, Quiabo, Maxixe, Milho Verde, Palmito Pupunha, Coco Verde, Goiaba, Banana
Início  Inhame (Dezembro a Maio) Cará (Março a Junho) Abóbora, Abobrinha, Vagem (Maio a Setembro Berinjela, Jiló, Pimentão (Agosto a Dezembro Inhame (Dezembro a Maio
Continuação Inhame (Dezembro a Maio) Inhame (até Maio) Abóbora, Abobrinha, Vagem (até Setembro  

Berinjela, Jiló, Pimentão (até Dezembro)    

Término Inhame (até Maio), Cará (até Junho) Abóbora, Abobrinha, Vagem (até Setembro Berinjela, Jiló, Pimentão (até Dezembro
Pode estender: Berinjela (de Agosto a Dezembro, pode ir até Fevereiro)
Observações Queda na produção de Coco Verde, Goiaba e Banana no meio do ano. Queda na produção de Coco Verde, Goiaba e Banana no meio do ano.

Pecuária – Efetivos de Rebanho [2024]

Faturamento

R$ 14,8

milhões

Avicultura postura/corte, bovinocultura de leite, piscicultura

Principais Atividades

Produtores

240

criadores em 13 atividades

Atividades Pecuárias

BOVINOCULTURA DE CORTE

  • Nº de Produtores: 60
  • Produção: 90,0 (t)
  • Faturamento: R$ 1.179.000,00

 

BOVINOCULTURA DE LEITE

  • Nº de Produtores: 60
  • Produção: 780.000,0 (l)
  • Faturamento: R$ 2.550.600,00

 

CAPRINOCULTURA DE LEITE

  • Nº de Produtores: 1
  • Produção: 5.500,0 (l)
  • Faturamento: R$ 110.000,00

 

OVINOCULTURA DE CORTE

  • Nº de Produtores: 7
  • Produção: 3,0 (t carne)
  • Faturamento: R$ 108.000,00

 

RANICULTURA

  • Nº de Produtores: 2
  • Produção: 2,0 (t carne)
  • Faturamento: R$ 160.000,00

 

AVICULTURA DE CORTE

  • Nº de Produtores: 17
  • Produção: 120,0 (t carne)
  • Faturamento: R$ 3.000.000,00

 

AVICULTURA DE POSTURA

  • Nº de Produtores: 75
  • Produção: 350.000,0 (dz)
  • Faturamento: R$ 3.850.000,00

 

MINHOCULTURA

  • Nº de Produtores: 4
  • Produção: 100,0 (t húmus)
  • Faturamento: R$ 600.000,00

 

PEIXES ORNAMENTAIS

  • Nº de Produtores: 22
  • Produção: 2.400,0 (milh)
  • Faturamento: R$ 1.680.000,00

 

PISCICULTURA

  • Nº de Produtores: 8
  • Produção: 60,0 (t carne)
  • Faturamento: R$ 1.080.000,00

CAPRINOCULTURA DE CORTE

  • Nº de Produtores: 2
  • Produção: 1,0 (t carne)
  • Faturamento: R$ 20.000,00

 

SUINOCULTURA

  • Nº de Produtores: 34
  • Produção: 28,0 (t carne)
  • Faturamento: R$ 336.000,00

 

APICULTURA (MEL DE ABELHA)

  • Nº de Produtores: 11
  • Produção: 3.000,0 (kg)
  • Faturamento: R$ 150.000,00

 

Total de Produtores: 240 | Faturamento Total: R$ 14.823.000,00

Práticas de Manejo

Agricultura Convencional:
  • Predomínio de insumos químicos
  • Adubos solúveis
  • Agrotóxicos (moderado a intenso)
  • Sementes híbridas
  • Uso intensificado de herbicidas

 

Agricultura Orgânica: 
  • 14 agricultores certificados (SPG-ABIO)
  • Referência para transição
  • Divulgação de práticas sustentáveis

 

Práticas de Manejo e Organização

1 –  Venda direta na porta (feirantes e compradores). Feira da Agricultura Familiar(centro de Piabetá). Acesso limitado ao PNAE e PAA.

2 – Agricultura Orgânica: 14 agricultores no SPG-ABIO. Comercialização no Circuito Carioca de Feiras Orgânicas. Referência para transição agroecológica.

3 – Organizações: Associações de Santa Rosa, Vala Preta e Pau Grande atuam em temas comunitários. Instituto Regenera busca políticas públicas para fortalecer agropecuária

Iniciativas Municipais de Incentivo à Agricultura

  • Feira da Agricultura familiar: Feira que acontece duas vezes por semana, organizada pela secretaria municipal de agricultura e Emater/ Magé. Participam agricultores e agricultoras convencionais, em transição e agroecológicos. É um espaço de incentivo à transição agroecológica no município, além de resgatar a cultura e diversas práticas locais de conservação da biodiversidade (por exemplo, diferentes tipos de quiabo e batata doce crioulas), e é um importante local de comercialização de produtos minimamente processados e semiprocessados feitos por mulheres agricultoras.

 

  • Lei nº 2.752/2023: sancionada em 24 de abril de 2023 em Magé, tem como objetivo fortalecer e regulamentar a Feira da Agricultura Familiar no município, alterando a Lei nº 2.165/2012, com objetivo de reforçar a organização e a valorização da agricultura familiar na cidade. A nova norma define dias, locais e horários fixos para o funcionamento das feiras. 

 

FEIRA DA AGRICULTURA FAMILIAR DE MAGÉ
  • Comercialização Direta: A Feira da Agricultura Familiar de Magé é uma forma essencial de comercialização direta dos produtores para os consumidores.
  • Local: Centro (Quarta-feira): Às quartas-feiras, a feira é realizada no calçadão do centro do município, facilitando o acesso para a população central.
  • Local: Piabetá (Sábado): Aos sábados, a feira se move para Piabetá, atendendo a outra região importante do município.
  • Organização: A Secretaria de Agricultura e a Emater Rio são as responsáveis pela organização e estrutura da feira.
  • Frequência Semanal: A feira acontece duas vezes por semana, garantindo acesso regular a produtos frescos e locais.
  • Participantes Diversos: A feira conta com a participação de agricultores e agricultoras tanto convencionais quanto aqueles em transição agroecológica.

 

SERVIÇOS AGRÍCOLAS MUNICIPAIS

Patrulha Mecanizada: Serviços Essenciais

 A Secretaria Municipal de Agricultura de Magé oferece serviços cruciais através da patrulha mecanizada, incluindo:

  • Preparo de solo
  • Retificação
  • Limpeza de áreas

 

Acesso aos Serviços

A forma de solicitação e organização desses serviços foi atualizada para maior agilidade:

  • Anteriormente: Organizado através das associações comunitárias.
  • Atualmente: Agricultores acessam diretamente a Secretaria.

Unidades Coletivas de Produção

  • As associações de Santa Rosa, Vala Preta e Pau Grande destacam-se atualmente por sua atuação. Todas possuem CNPJ em situação regular e trabalham em defesa das comunidades que representam. A associação de Santa Rosa, em particular, organiza e mobiliza a comunidade em torno da questão fundiária.
  • COOPAGÉ: Fundada no final dos anos 2000 com apoio financeiro de ONGs, a COOPAGÉ perdeu sua finalidade e está inoperante após o término do suporte financeiro.
  • UNACOOP – União das Cooperativas da Agricultura Familiar: A UNACOOP tem trabalhado para que agricultores de Magé se associem à organização. Há cerca de dois anos, 15 agricultores de Magé venderam seus produtos para o PAA – Programa de Aquisição de Alimentos, modalidade operacionalizada pela CEASA RJ.

 

AGRICULTURA ORGÂNICA EM MAGÉ

  • Agricultores Orgânicos: Em Magé, 14 agricultores estão inseridos no sistema de avaliação da conformidade do produto orgânico.
  • Divulgação e Transição Agroecológica: Esses agricultores orgânicos desempenham um papel significativo na divulgação das práticas orgânicas e servem como referência para motivar agricultores convencionais na transição agroecológica.
  • Mercado Atacadista e Varejista: O excedente da produção é comercializado no mercado de atacado e varejo, ampliando o alcance dos produtos orgânicos. 
  • Sistema Participativo de Garantia (SPG): A organização é feita através de um SPG, coordenado e monitorado pela ABIO (Associação dos Produtores Biológicos do estado do Rio de Janeiro).
  • Certificação Oficial: A ABIO atua como uma OPAC (Organismo Participativo de Avaliação da Conformidade Orgânica) e é credenciada pelo Ministério da Agricultura.
  • Feiras Orgânicas: Boa parte desses agricultores comercializam sua produção nas feiras do Circuito Carioca de Feiras Orgânicas, nas cidades do Rio de Janeiro e Niterói.

Secretarias

Secretaria de Agricultura Sustentável e Defesa dos Animais

Secretária: Karolayne Pires da Silva Rosa (Interina)

Telefone: (21) 2317-0220 |

E-mail: agricultura@mage.rj.gov.br

Site: https://mage.rj.gov.br/secretarias/agricultura/

 

Secretaria de Cultura, Turismo e Eventos

Secretário: Bruno Augusto Duarte Lourenço

Telefone: (21)2317-0200

E-mail: cultura@mage.rj.gov.br

Site: https://mage.rj.gov.br/secretarias/cultura/

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